O Crime e a Praxe, em imagens

Descobri hoje que o filósofo Slavoj Zizec também compara a praxe com Abu Ghraib, neste filme: “O Guia de Ideologia do Depravado

cinco dias

Hoje acordei e li o relato de uma amiga cujo filho de 12 anos tinha acabado de ser praxado numa escola básica. Escreveram-lhe na cara e, durante um dia inteiro, teve que fazer tudo o que lhe mandavam xs alunxs mais velhxs.

Ao ler isto lembrei-me das várias cenas revoltantes a que assisti mas principalmente de uma, no Porto, há cerca de 10 anos, onde numa noite à chuva e ao frio, na Praça da Cordoaria, assistí a um grupo de “caloiros” que foi obrigado a despir-se integralmente. Dois recusaram-se e levaram colheradas de pau na cabeça. Os outros foram obrigados a rebolar na lama (a praça estava em obras) e depois a roçar-se uns nos outros. Eu e amigxs tentámos intervir, fomos ameaçadxs e o espectáculo só parou quando dissemos que iríamos chamar a polícia.

Recentemente chegaram ao público as famosas fotos da prisão americana de Abu Ghraib, no Iraque…

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“História de um amor interrompido”, por Ana Paula Antunes

L´obéissance est morte

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 Alcino vivia para lá deste mar, a sua casa tinha um muro que separava o seu quintal do quintal da vizinha, mas aquele muro causava-lhe angustia, sentia-se enclausurado por isso derrubou o seu muro e partiu com o sonho de conhecer o que havia para lá daquele mar.

 História de um amor interrompido

Alcino  olha a Rapariga  na pista de dança esta sorri-lhe e num passo de dança insinua-se, ele aproxima-se  tocam-se os corpos entrelaçam-se os olhares

Onze arguidos iniciam a descida e avistam a vítima X, indivíduo de raça negra, que caminhava, sozinho, pelo passeio do lado direito, no sentido descendente.
Acto contínuo, os onze arguidos, B, C, D, F, G, H, I, J, L, M e O, perseguem-no, tendo este tentado fugir no sentido ascendente da Rua Garrett. 

As mãos escorregam pelo corpo dela aconchegam as suas ancas,  segredam  palavras  de amor eterno, ela desvia-se um…

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Mensagem às pessoas comunistas sobre Direitos Humanos de pessoas queer

cinco dias

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Quero esclarecer que quando critico algumas posições dúbias de pessoas do Partido Comunista Português sobre Direitos Humanos de pessoas queer faço-o por acreditar que um partido de esquerda coerentemente progressista aborda o tema da igualdade derrotando preconceitos. A qualquer partido é exigido o dever de pedagogia política, dos seus eleitores e da sociedade. E isso, nos dias de hoje e sempre, exige coragem.

Por conhecer a história de coragem, do PCP e doutros partidos comunistas – que, independentemente de erros no percurso, alguns graves, tiveram em todo o mundo um papel central na emancipação da mulher, nas conquistas de liberdades associadas aos direitos sociais, económicos e culturais, e em tantas outras “normas” que ajudaram a desconstruir por se tratarem de opressões ao indivíduo e à colectividade – tenho esperança que as pessoas que o compõem hoje saibam compreender que é tempo de actuar contra o capitalismo, os dogmas da religião e…

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Propaganda de guerra

cinco dias

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“Além da controvérsia criada em torno de Conchita Wurst, a Eurovisão ficou ainda marcada por uma questão política, com a Rússia de um lado e a Ucrânia do outro. Não terão havido quaisquer atritos entre as gémeas russas Tolmachevy e a ucraniana Mariya Yaremchuk, mas a sua participação ficou marcada pela actual crise na região.

Durante as suas actuações, as irmãs Tolmachevy receberam em alguns momentos apupos de membros do público, o que levantou dúvidas sobre se a classificação russa seria afectada pela anexação da Crimeia por Moscovo e pela posição anti-gay que recentes decisões governamentais têm assumido a partir do Kremlin.

Na atribuição de pontos pela Ucrânia, as gémeas ficaram em terceiro lugar, atrás da Polónia (primeiro lugar) e da Arménia (segundo). Já a Rússia, colocou a Ucrânia na terceira posição e a Bielorrússia e Azerbaijão nos primeiros lugares, países habitualmente aliados da Rússia na Eurovisão e no campo…

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Juntos contra os mais pobres: Ribau em Aveiro, EPAL em Lisboa

É fácil ser forte contra os fracos.

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Cumprir deveres “custe o que custar” tem sido a palavra de ordem da propaganda de governantes nacionais e locais. Mas é feita por quem tem palas nos olhos: o Governo quer cumprir com os credores internacionais mas, ao mesmo tempo, rasga o memorando de entendimento que tem com contribuintes e pensionistas e quebra as promessas feitas aos eleitores, roubando-lhes pensões e salários.
A nível local a realidade é semelhante. Num momento de calamidade económica e social que tem atingido especialmente quem já se encontrava na (ou perto da) pobreza, a empresa pública de distribuição de água em Lisboa, EPAL, tem cortado a eito o abastecimento deste bem essencial – um Direito Humano – nos bairros sociais, às pessoas que não conseguem pagar a fatura. O secretário-geral da EPAL disse que não havia problema em fechar torneiras a 11.836 famílias porque existem “muitos fontanários e chafarizes” na cidade.
Em Aveiro, Ribau Esteves atenta contra outro Direito Humano, o da habitação. Aos moradores do Bairro de Santiago disse: “quem não cumpre, ou aprende ou salta fora”. Esta afirmação foi feita num momento em que a cidade, como o país, sofre com um desemprego elevadíssimo e na mesma semana em que são lançados estudos sobre o aumento exponencial da pobreza extrema em Portugal. É fácil ser forte contra os fracos.
Ribau Esteves, em Aveiro, ou a EPAL, em Lisboa, exigem de moradores de bairros sociais que cumpram com obrigações que não conseguem cumprir. Sem água para beber, cozinhar, tomar banho e sem sítio onde morar, como farão para procurar emprego estas pessoas que não cumprem por não terem um salário? E onde abrigarão as suas crianças?
A filósofa Hannah Arendt estudou como o mal se banalizou na Alemanha nazi, em que pessoas de bom coração tomaram nas suas mãos parte do holocausto contra ciganos, judeus, homossexuais, deficientes, opositores políticos, prostitutas, pedintes e pobres, apenas por motivos burocráticos. Porque, diziam eles, estavam apenas a cumprir ordens. Porque, desculpavam-se, era o seu dever de funcionários públicos. Hoje conhecemos esta história e temos obrigação de não a repetir, em Lisboa como em Aveiro.

O que disse Marx sobre sindicatos controlados por partidos

cinco dias

15442-1.jpg Karl Marx

“Se se quiser que os sindicatos cumpram a sua missão, nunca se deve ligá-los a uma associação política nem submetê-los a ela; se isso acontecer, aplica-se-lhes um golpe mortal. Os sindicatos são escolas para o socialismo. Neles os operários recebem a preparação para se tornar socialistas, dado que ali observam diariamente a luta contra o capital. Todos os partidos políticos, quaisquer que sejam, só passageiramente são capazes de entusiasmar as massas operárias, enquanto os sindicatos cativam a grande massa dos operários de forma duradoura; só eles são capazes de representar um autêntico partido operário e opor um baluarte ao poder do capital. A massa maioritária dos operários, por muito diversos que sejam os partidos em que esteja filiada,  chegou à conclusão de que a sua situação material deve ser melhorada. Portanto, se a situação material do operário melhorar, este poderá dedicar-se mais à educação dos filhos […] [que] já não necessitarão…

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