Por minha culpa, minha tão grande culpa

cinco dias

Não gosto de fazer o que critico, acusando todxs xs portuguesxs de serem totós. Mas, neste caso, uma grande parte mordeu o isco: que totós!

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Dias antes do Protesto da Geração à Rasca, em 2011, uma pessoa escreveu um texto contra as razões que levaram milhares à rua a 12 de Março: “Geração à Rasca, Nossa Culpa”. Este continua hoje a ser republicado e reencaminhado por email, assinado por Mia Couto – autoria que ele desmente.

Talvez a pessoa que o escreveu nunca tenha lido Marx mas basta estar atentx para perceber que esta crise foi assumidamente inventada pelo 1% das pessoas que detêm a maioria da riqueza mundial, para escravizar na precariedade as restantes 99%.

Rolos de tinta foram gastos com crónicas e horas a fio de rádio e televisão, com vendilhões da teoria de que todxs temos que ser empreendedorxs e, por isso, empresárixs de sucesso (como…

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VÍDEO – Protestos no Parlamento – Aprovação do Referendo à Co-adopção e Adopção por Casais Homossexuais

Foi um dia infame para a democracia portuguesa (17-01-2014).

O Parlamento aprovou, apenas com os votos favoráveis do PSD, um referendo a Direitos Humanos – das famílias constituídas por casais homossexuais, relativamente à possibilidade de co-adoptarem crianças que já constituem, de facto, essas famílias, bem como à adopção plena.

Esta situação permanece discriminatória na lei actual, apesar de Portugal ser signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Convenção Europeia dos Direitos do Homem (tendo já sido referido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem como incumpridor) e de ter na sua Constituição da República:

Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

Artigo 68.º
Paternidade e maternidade
1. Os pais e as mães têm direito à protecção da sociedade e do Estado na realização da sua insubstituível acção em relação aos filhos, nomeadamente quanto à sua educação, com garantia de realização profissional e de participação na vida cívica do país.
2. A maternidade e a paternidade constituem valores sociais eminentes.
3. As mulheres têm direito a especial protecção durante a gravidez e após o parto, tendo as mulheres trabalhadoras ainda direito a dispensa do trabalho por período adequado, sem perda da retribuição ou de quaisquer regalias.
4. A lei regula a atribuição às mães e aos pais de direitos de dispensa de trabalho por período adequado, de acordo com os interesses da criança e as necessidades do agregado familiar.

Artigo 69.º
Infância
1. As crianças têm direito à protecção da sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral, especialmente contra todas as formas de abandono, de discriminação e de opressão e contra o exercício abusivo da autoridade na família e nas demais instituições.
2. O Estado assegura especial protecção às crianças órfãs, abandonadas ou por qualquer forma privadas de um ambiente familiar normal.

Inacção é uma arma de massiva destruição

Com uma arma de longo alcance ou uma bomba suicida
Uma mente maligna é uma arma de massiva destruição
Tanto se te evades no Sun como na BBC1
A desinformação é uma arma de massiva destruição
És chamado de caucasiano ou de pobre asiático
O racismo é uma arma de massiva destruição
Seja a inflação ou a globalização
O medo é uma arma de massiva destruição

O meu pai entrou no meu quarto segurando o seu chapéu
Eu sabia que ele se estava a ir embora
ele sentou-se na minha cama, contou-me alguns factos
Filho, eu tenho o dever a chamar-me
Tu e a tua irmã, sejam corajosos, meu pequeno soldado
E não te esqueças de tudo o que te disse
És o senhor da casa, agora lembra-te disso
E quando acordares de manhã, dá um beijo à mamã
E a seguir tive que dizer adeus
De manhã eu acordei a mamã com um beijo em cada pálpebra.

Mesmo eu sendo apenas uma criança
Certas coisas não se podem esconder
A mamã agarrou-me
segurou-me como se eu fosse de ouro
Mas por que é que ele a deixou nesta história mal-contada
eu disse, mamã vai ficar tudo bem
Quando o pai chegar a casa, esta noite

Com uma arma de longo alcance ou uma bomba suicida
Uma mente maligna é uma arma de massiva destruição
Tanto se te evades no Sun como na BBC1
A desinformação é uma arma de massiva destruição
És chamado de caucasiano ou de pobre asiático
O racismo é uma arma de massiva destruição
Seja a inflação ou a globalização
O medo é uma arma de massiva destruição

Seja a Halliburton, a Enron ou outro alguém
A ganância é uma arma de massiva destruição
Temos que encontrar coragem, superar-nos
A inacção é uma arma de massiva destruição

A minha história acaba aqui, vamos ser claros
Este cenário está a acontecer em todo o lado
E tu não vais para o nirvana nem para o fatwana
Tu vais cá voltar para viver o teu karma
Ainda com mais drama do que anteriormente, a sério
Exactamente há quantos séculos é que estivémos
À espera do outro alguém que nos vai libertar?
E nós recusamos ver
Que as pessoas no estrangeiro sofrem tal como nós
Más lideranças, e egos, desacorrentados e livres
Que se alimentam das pessoas que é suposto liderarem
Eu não preciso dessas pessoas para rezar
Porque para que o Senhor faça tudo bem
Só existe o agora para fazer o certo
Porque eu não quero que o teu pai deixe a tua casa esta noite

Com uma arma de longo alcance ou uma bomba suicida
Uma mente maligna é uma arma de massiva destruição
Tanto se te evades no Sun como na BBC1
A desinformação é uma arma de massiva destruição
És chamado de caucasiano ou de pobre asiático
O racismo é uma arma de massiva destruição
Seja a inflação ou a globalização
O medo é uma arma de massiva destruição

(Faithless – Mass Destruction | tradução minha)

Tsintty está quase a chegar. Vejam o trailer

Curta-metragem arrojada, porque fala de Amor – e da sua perda, com presença oficial em vários festivais por todo o mundo. O cinema português de parabéns, especialmente o realizador Rui Pedro Sousa, de quem tenho a honra de ser amigo.

Conheçam o trailer:

E sigam Tsintty no seu site ou no facebook.

Sondagem: o que toma a Presidente da Assembleia da República?

A mística inconseguida dos espaços de energia no soft-power sagrado de Assunção Esteves:

(podes adicionar hipóteses de resposta e votar em mais do que uma)

Propaganda soviética contra a Homofobia de Estado na Rússia

cinco dias

Um sítio na internet reinventou cartazes da propaganda soviética, em solidariedade com as pessoas LGBT russas, durante os jogos olímpicos da homofobia, em Sochi – no seguimento da “lei de proibição da propaganda gay” e da não-punição / condescendência pelos atentados aos direitos humanos perpetrados por grupos de nazis-homofóbicos neste país.

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Ver aqui os outros cartazes

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Director do Refúgio Aboim Ascenção prefere crianças institucionalizadas do que adoptadas

Luís Vilas-Boas, director do Refúgio Aboim Ascenção, não gosta que as “suas” crianças sejam adoptadas: prefere antes mantê-las institucionalizadas, vendo cair o dinheiro que o Estado lhe dá para gerir a instituição, em detrimento do bem-estar delas.

Em 2004-02-18, ao Público, dizia «ser preferível uma criança passar toda a vida numa instituição ou em famílias de acolhimento “à infelicidade de ser educada por homossexuais”. Para o psicólogo clínico e director do Refúgio Aboim Ascensão, de Faro, uma criança “não deve nunca ser adoptada por homossexuais” porque tal iria interferir com a sua “sexualidade natural”, além de que “ser lésbica não é ser mulher na plenitude natural do termo”»

Para quem tivesse esperança que, com o tempo, a sua mentalidade homofóbica evoluísse no sentido do resto da sociedade, eis que em 2013-05-17 regurgita à TVI: “Se uma criança for co-adoptada por homossexuais, aos 6 anos não tem capacidade de saber o que é um homem e uma mulher.”

A idoneidade desta pessoa não lhe devia dar direito sequer a gerir um canil, quanto mais um refúgio para crianças em risco.

Imagino que esta pessoa, psicólogo de formação, já não leia um estudo científico há muito anos, por isso, aqui vai uma sugestão entre muitas: Adoptive Gay Father Families: Parent–Child Relationships and Children’s Psychological Adjustment